quinta-feira, 26 de junho de 2014

Beethoven - Sonata para Violoncelo e Piano op. 69

Beethoven compôs a Grande Sonata para Violoncelo e piano op.69 em Lá Maior entre os anos 1808-09 e podemos encaixa-la cronologicamente no período que podemos chamar de segunda maturidade Musical (1802-1812). Se tivermos em mente que quando essa obra obra foi composta Beethoven já tinha escrito as sonatas para violoncelo op. 5 e as nove sonatas para violino, incluindo a Kreutzer, podemos entender a importância dessa obra, pois foi uma volta para a escrita de música de câmara para instrumento e piano.
O tema de abertura, com o violoncelo solo em registro grave se mostra com um intervalo de tônica - dominante que segue para o fá sustenido é de grande importância motívica e será utilizado no decorrer do movimento de diversas maneiras. Assim que a introdução da peça termina, o compositor utiliza-se do motivo da abertura na tonalidade de lá menor mas com o tema na melodia do piano.
Na entrada do desenvolvimento da sonata esse mesmo motivo é utilizado dentro da tonalidade de fá sustenido menor, sendo visto pelo acorde da dominante do novo tom, Dó sustenido maior. (Dó # - Sol # - La).
Essa sonata mostra um claro equilíbrio  entre os dois instrumentos com a alternância de função, acompanhamento - solo.

 No link, Jacqueline du Pre e Daniel Barenboim.


quarta-feira, 29 de maio de 2013

Sorteio da Henle Verlag parte 2!!!

Vocês lembram que em fevereiro eu escrevi aqui sobre uma pesquisa no site da Henle, e que, ao final, todos concorreríamos a edições autografadas pelo pianista András Schiff do Cravo Bem Temperado - Bach ou pelo violinista Peter Zimmermann das Sonatas para Piano e Violino - Beethoven?
Pois bem. Eu avisei muitos amigos e o violinista Ander Dubiniack foi sorteado! Pode? Mundo pequeno! rsrs



Mas se você bobeou na época e não respondeu o questionário (meio longuinho, vai perder uns 10 minutos para responder direito) ainda dá tempo!
OUVIRAM???
A pesquisa termina em dezembro de 2013!


quarta-feira, 8 de maio de 2013

Più dolce!!!

Esse blog anda abandonado... Sim, eu sei! Mas retornaremos as atividades essa semana! Saboreiem o doce de música ou pelo menos sua foto.


segunda-feira, 18 de março de 2013

Martha Argerich responde...


Adoro a Martha! E acho engraçado ela dizer que Prokofiev é seu melhor amigo!!! 


Nessa entrevista ela está tão solta, leve e simpática, não?

terça-feira, 5 de março de 2013

Henle Verlag - SORTEIO!!!

Não. Esse blog não é patrocinado pela Henle Verlag (bem que eu queria hahaha) apesar de que sou fã de carteirinha. rsrs
Pianistas adoram tocar partituras Henle Verlag. Em geral, elas são super bem editadas e não possuem nenhuma adição de informações não propostas pelo próprio compositor.
Abre parênteses: Ano passado, 2012, estava na minha aula de piano e fui tocar Bach - Prelúdio e Fuga 20 BWV 889 quando a minha professora de piano Ms. Marisa Lacorte disse:
-Pára neném! (rs jeito carinhoso de chamar os alunos) Tem nota errada!!!
Ao que eu respondi:
-Não é possível Marisa! Estou tocando com minha edição Urtex - Henle Verlag (toda orgulhosa, pois havia acabado de adquiri-la).
E ela me respondeu:
-Então pegue a minha Urtex - Henle Verlag para compararmos.
Peguei a partitura dela a contragosto. hehe A minha estava tão novinha!!! rsrs Sem nem sequer um amassadinho ou sujeira. E ao compararmos: Tcha-rám!!! (Obviamente) Marisa estava certa!
A sua partitura velhinha Henle Verlag continha notas diferentes da minha!!!
O mais engraçado é que depois, comparando gravações da Rosalyn Tureck, Andras Schiff, Glenn Gould e Tatiana Nikolayeva cada um faz uma nota diferente. E agora José? rsrs
Fecha parênteses.

o sorteio: entrem na página da Henle


encontrem o ícone "Give us your opinion and win a signed edition", respondam a enquete e ao final já estarão concorrendo a uma edição autografada do Cravo bem Temperado bem Andras Schiff ou das Sonatas para piano e violino de Beethoven autografada pelo Frank Peter Zimmermann.




Agora, olhem esse vídeo!!! 


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Castelos de Hohenschwangau parte 1

Sábado a noite, dia 23 de fevereiro, pegamos a estrada e literalmente atravessamos a Alemanha para conhecer os castelos de Hohenschwangau. Estávamos em Bonn, a distância percorrida foi de 560km para ir e mais 560km para voltar!!! Detalhe; não pegamos um só pedágio e a rodovia era super bem conservada, a única questão era que estava nevando, portanto a estrada estava com aspecto estranhíssimo, difícil de dirigir mesmo!  Ainda bem que não era eu ao volante, pois a 130km/h o povo passava dando farol pra pedir passagem e nem necessariamente  estávamos na última faixa da esquerda para isso acontecer... Na segunda faixa na extrema esquerda isso também aconteceu conosco! O pessoal corre bem aqui. A média de velocidade é 160km/h. Alguns apressadinhos passavam a 180km/h tranquilamente.




Outro fato interessante é que como a água começa a congelar a temperatura de 0⁰C o líquido que é jogado no parabrisa não é água como no Brasil mas sim uma mistura muito fedida de acetona dissolvida em água.
Dormimos em Kempten (cidade próxima a Hohenschwangau) e quando acordamos a entrada do Hotel estava assim:



E nosso carro coberto por neve! O pobre marido André Olmedija sofreu para limpar nosso carro. Hehehe


Já estávamos bem pertinho da cidade de Hohenschwangau e olho no termostato do carro:



-8⁰C
Nunca senti tanto frio em toda minha vida. Nunca, nunca mais reclamarei do frio do Brasil. Finalmente chegamos na cidade de Hohenschwangau e como praticamente tudo aqui, é proibido tirar fotos dentro dos castelos. (Não, não é possível comprar. É Alemanha, não é Brasil nem Disney... rsrs)

O primeiro castelo de Hohenschwangau foi contruído pelo rei Maximiliano II da Baviera.



Com sua morte em 1864 quem ascendeu ao trono foi seu filho Luis II. Luis foi um grande patrono e admirador de Richard Wagner e adorava a sua Ópera Lorengrin*. O Castelo é cheio de pinturas nas paredes referentes a essa obra e consequentemente ao Santo Graal.
Luis gostava e se importava tanto com Wagner que construiu um quarto de hóspedes para o compositor. Nesse castelo é possível ver a cama em que Wagner dormiu e o piano vertical que ele tocou.
A visita ao castelo é muito interessante; louças, instrumentos musicais, móveis, pinturas nas paredes, tudo de época! Tinha até um pão e um pouco de sal num mostruário que eles juram que é de 1800 e pouco! E que seria um presente das famílias da Baviera. (Como assim? Como conservou? Vaco?)
E o mais legal é que oferecido um guia com audio (estilo de um radio que conforme vamos andando pelos aposentos ele troca a faixa) e é possível escolher o idioma. (Claro que o português será o de Portugal, mas é ótimo e super compreensível).

O caminho para o próximo castelo, Neuschwanstein, pode ser feito de 3 maneiras; andando, de carruagem e de ônibus. Escolhemos andando por 3 motivos, primeiro, estava muito, muito frio e havia uma fila enorme para a Carruagem, ou seja, ficaríamos no frio mesmo, segundo, acho um absurdo com os cavalos, eles não sabem dizem: -Olha, hoje não estou me sentindo bem, não quero puxar a carruagem nesse frio! e em terceiro lugar, a vista do percurso a pé é Maravilhosa!


Agora olhem o Castelo de Neuschwanstein:


Parece um sonho, não? Mas é real! É simplesmente lindo!
Não é a toa que a Disney se inspirou nesse castelo para fazer o Castelo da Bela Adormecida.
O Castelo é um monumento (outro!) a Richard Wagner! Tem Cisne para tudo quanto é lado (não é a toa que o Rei Luis II é conhecido com o apelido depreciativo de Rei Cisne pelos ingleses rsrs), nas louças, nos tecidos dos móveis e cortinas e o próprio nome do Castelo é outra referência a Lorengrin e seu Cisne.
Um das passagens dentro do castelo é uma gruta, pensada tal como a gruta do Anel de Nibelungo e próprio Rei mandou colocar iluminação colorida na Gruta, o que foi um enorme avanço tecnológico na época.





Está ficando muito longo esse post então dividirei em 2 posts!
Küsse!!!
Comentem!



*Lorengrin  aparece para defender a princisa Elsa da falsa acusação de ter matado seu irmão mais novo (que na verdade está vivo). O Santo Graal fornece a Lorengrin, o cavaleiro do Cisne, poderes místicos se sua natureza se mantiver em segredo.





terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Bonn - Alemanha

Esse ano de 2013 está sendo maravilhoso! Tive a oportunidade de conhecer Bonn - Alemanha.


A cidade é linda. Foi fundada em 11 A.C. e ficou famosa por ser a cidade de nascimento de Beethoven (1770-1827). Claro que eu fui visitar a casa onde ele nasceu, e, aconteceu algo lindo; começou a nevar bem fraquinho.


Eu, que nunca tinha visto neve, achei a coisa mais linda do mundo! e pensei; deve ser esse o meu presente de 2013, ver a neve cair pela primeira vez na casa de Beethoven. A Foto acima é do Jardim, infelizmente, ou felizmente, é proibido tirar fotos dentro da casa, imagino que para a preservação dos quadros e instrumentos de época. 
Eles tem 2 pianos verticais que eram do Beethoven, uma viola, aparelhos (absurdos de enormes) para a surdez entre outros...
A próxima foto é da entrada da Beethovenhaus e lateral da mesma. O endereço é Bonngasse 20, abre em horários diferentes, de acordo com o período do ano, então é melhor olhar antes no site:


Comprei muitas lembrancinhas para meus amigos e até o papel do embrulho é bonito, é uma lembrança a parte! Olhem:


Agora, fatos musicais. Fomos assistir a ópera "Il Barbiere di Siviglia" no Teatro de Bonn, (segue foto abaixo) e, me desculpem as pessoas que gostam de montagem ultra modernas, NÃO GOSTEI! Pronto falei! rsrs Primeiro, barítono cantando falsete na ária Largo al Factotum, depois, personagens voando por cabos pelo palco... ah não! não dá! o que isso tem a ver com a história da ópera?
Agora, da orquestra eu gostei! Estrelinha para o trompista que não escrocou no início da Abertura da ópera e ainda fez um trinado muito bem feito!


Um outro fato musical. Obviamente Beethoven tinha irmãos, claro! Não havia tv na época, mas que era músico eu não sabia. Você já ouviu falar desse músico?


Ah, a foto do Memorial para Beethoven:


(ps: tinha um passarinho na cabeça da estátua que não queria voar de lá de jeito nenhum! hahaha)

A próxima foto é em Beethoven Halle Bonn. Essa escultura chama-se Beethon e foi feita pelo artista Klaus Kammerichs em 1986. A escultura de perto é super estranha, mas de longe, forma o busto do Beethoven. (Dúvida: Li, em algum mapinha da cidade de Bonn que Beethon em alemão significa concreto e que era uma brincadeira com o nome Beethoven, mas não encontro o papel para me certificar e o Google tradutor não sabe o significado de Beethon... Então, se você souber algo, pode me avisar? rsrs)
UP DATE: É uma brincadeira com o nome Beton, que significa concreto em Alemão. Encontrei o mapinha na mala. ;)


As próximas fotos são de uma igreja muito linda que visitamos (eu e meu esposo André Olmedija).
Chama-se Münster St Martin e é a catedral de Bonn. Foi construída entre 1150 e 1230 no lugar de uma antiga catedral do século 11, da qual ainda resta um cripta.


Um fato extra musical, mas artístico. Eu descobri porque há tantos cafés pela europa. (Talvez você, um leitor mais esclarecido e viajado já saiba). Porque quando está nevando, ventando e com a temperatura negativa, as pessoas andam pela cidade de cafeteria em cafeteria.
Haja café! (Ou, no meu caso, chocolate quente).
Olhem a foto desse chocolate que tomamos em Bonn:


Ainda estou na Alemanha, então os posts serão escassos nesse mês de fevereiro. Espero que tenham gostado! 
Comentem!!!
Küsse!!! (beijos)